Aulas aquáticas do Projeto Navega São Paulo são suspensas em Avaré

A Secretaria Estadual do Meio Ambiente do estado de São Paulo suspendeu a autorização do uso do lago do Horto Florestal, em Avaré (SP), para aula do projeto “Navega São Paulo”. O projeto, realizado por meio de parceria entre a Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude do estado com a prefeitura, era realizado no horto desde abril. Em julho, a prefeitura foi informada que não poderia mais utilizar o local para as aulas de remo, vela e canoagem.

De acordo com o secretário municipal de esportes, Cleiton Macário, a principal argumentação é a responsabilidade civil do projeto. “Por se tratar de esporte náutico, fica uma preocupação de que possa acontecer algum incidente dentro do projeto e a responsabilidade vir ao horto e não à prefeitura. A gente tem toda uma estrutura de segurança como colete, barco salva-vidas, além de todos os professores terem curso de salvamento, mas o estado aponta a preocupação com algum imprevisto”, explica.





As raias e a água do lago do Horto voltaram a ser territórios dos patos e gansos. Hoje eles não precisam mais dividir espaço com os barcos que já estão guardados. O secretário espera solucionar o impasse em uma reunião em São Paulo.

Para as 70 crianças que participavam do projeto, foram planejadas outras atividades. “Foram suspensas as aulas dentro do lago, mas nossos professores continuam com as aulas fora da água. Eles estão trabalhando um pouco com a parte de remo, a técnica de remada, trabalhando também a parte de preparação física fora da água. Nesta quinta-feira as aulas volta atendendo as crianças no próprio horto, porém enquanto não houver autorização, não utilizaremos o lago do horto”, afirma.

A Secretaria Estadual do Meio Ambiente informou que não existe parceria para uso do Horto Florestal nas aulas do projeto “Navega São Paulo”. A Prefeitura de Avaré fez uma solicitação de parceria, mas isso geraria custos e responsabilidades.

A secretaria esclareceu ainda que para a utilização do espaço é necessário um convênio entre a prefeitura e o Instituto Florestal, órgão que administra o espaço.

Fonte: G1





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